Mostrar mensagens com a etiqueta notícias. Mostrar todas as mensagens
Mostrar mensagens com a etiqueta notícias. Mostrar todas as mensagens

18 de abril de 2012

6º Congresso Europeu de Agricultura Biológica - Copenhaga - 17 e 18 de Abril 2012


Organizado pelo IFOAM, o 6º Congresso Europeu de Agricultura Biológica (6th European Organic Congress), contou com a representação da INTERBIO, através da Catarina Crisóstomo.

Sob o tema "Mudança Inteligente - Rumo a uma PAC sustentável : Agricultura Biológica e de Alto Valor Ecológico, na modelação dos sistemas alimentares do futuro", este Congresso sublinhou a importância da Agricultura Biológica e dos sistemas agrícolas valorizadores da Natureza como resposta aos diversos desafios da produção alimentar na Europa.

Em breve, publicaremos um conjunto de artigos sobre este congresso, abordando temas como a futura CAP de 2014-2020, que irá estar em análise no parlamento europeu durante todo ano de 2012.


: Conheça melhor a colaboradora internacional da INTERBIO

Catarina Crisóstomo, 32 anos, Engenheira Agrónoma licenciada pelo Instituto Superior de Agronomia.

"O meu interesse pessoal pela agricultura biológica levou-me a frequentar um curso de formação específica em 2007, tendo de seguida trabalhado durante um ano com produtores biológicos da região de Idanha-a-Nova. 
Querendo aprofundar os meus conhecimentos, em 2009 iniciei o mestrado em agricultura biológica mediterrânica no Instituto Agronómico Mediterrânico de Bari (Itália) que conclui recentemente. A minha tese versou sobre as políticas para a agricultura biológica em Portugal e as relações entre as instituições intervenientes na sua definição. Hoje em dia sou doutoranda na Universidade de Milão, onde continuo a desenvolver investigação sobre o sector da agricultura biológica em Portugal, sob uma perspectiva de mercado.

Ter a oportunidade de colaborar com a INTERBIO é uma honra que aceito com entusiasmo, por ser uma associação fundamental para o desenvolvimento do sector da agricultura biológica em Portugal e com grande responsabilidade como representante do mesmo."

9 de abril de 2012

INTERBIO contrata técnico a tempo inteiro

No âmbito do projecto do PRODER, a INTERBIO contratou a Raquel Úria.

"O meu nome é Raquel Úria e sou a nova colaboradora da INTERBIO. Tenho formação base em Biologia com componente científica em Biotecnologia Vegetal (Faculdade de Ciências e Tecnologia da Universidade de Coimbra) mas já antes me interessava pelo que ia encontrando sobre Agricultura Biológica e esse interesse foi crescendo à medida que os conhecimentos se adensavam e o sector se desenvolvia. Ainda terei muito a aprender, tal como a Agricultura Biológica em Portugal tem muito a crescer e esse crescimento impõe-se, não só como importante, mas essencial. É por isso um grande prazer poder contribuir para promover o que verdadeiramente acredito ser o caminho a seguir." RU


15 de março de 2012

INTERBIO contra a utilização de alimentos convencionais em ruminantes em Modo de Produção Biológico

Face à intenção do Ministério da Agricultura (MAMAOT) em autorizar alimentação convencional nos ruminantes em MPB, a INTERBIO, Associação Interprofissional para a Agricultura Biológica, considera que:
1- Apesar da grave situação de seca que se reflete negativamente nas pastagens de sequeiro, existe disponibilidade de alimentos MPB no mercado (nacional e/ou europeu), quer em quantidade, quer em qualidade.
2- Os produtores de ruminantes em MPB que fornecem o mercado com carne (e lacticínios) que é comercializada como "biológica" junto do consumidor final estão a conseguir alimentar os seus efectivos com o recurso exclusivamente a alimentação 100% proveniente do MPB.
3- Estes produtores, apesar da situação de seca, pretendem continuar a alimentar os seus animais recorrendo exclusivamente a alimentos provenientes de MPB.
4- Os pontos de venda de carne e lacticínios MPB (grandes superfícies, supermercados biológicos, lojas de produtos biológicos, talhos) estão absolutamente contra a comercialização de carne e lacticínios MPB proveniente de ruminantes alimentados com alimentação convencional.
5- A autorização de utilização de alimentos convencionais na alimentação de ruminantes em MPB põe em causa a concorrência leal com os produtores que não deixarão de cumprir as normas do MPB.
6- Os alimentos compostos para animais possuem, na sua larga maioria, matérias primas geneticamente modificadas o que, para além de contrariar o Regulamento Europeu, vai contra os desejos dos consumidores de produtos biológicos
7- O mercado dos produtos em MPB é baseado na confiança que os consumidores depositam neste modo de produção, sendo que uma alteração às regras afectará de forma gravíssima essa confiança causando um elevado prejuízo neste mercado.
Face ao exposto a INTERBIO está contra a utilização de alimentos convencionais na alimentação de ruminantes, em qualquer período e em qualquer região do país, por animais que se destinam ao mercado biológico (carne e lácteos), por considerar não existirem objectivamente razões para justificar este pedido de derrogação e por considerar que tal decisão terá um impacto extremamente negativo junto dos consumidores e consequentemente no mercado dos produtos biológicos.

Devido à situação de grave seca, a INTERBIO apela ao MAMAOT para que sejam concedidos aos produtores apoios que ajudem a adquirir os alimentos em MPB que necessitarem. Nos casos em que os produtores não pretenderem recorrer a alimentação MPB, ou nos casos de necessidade extrema, propõe a INTERBIO que a autorização seja concedida mas que para estes animais seja suspensa a certificação e que excepcionalmente sejam mantidas os apoios que estes produtores auferem estando no MPB. Logo que restabelecido este modo de produção estes animais deverão cumprir um período de conversão igual a duas vezes o período de fornecimento destes alimentos até ao mínimo estipulado pelo Regulamento.
A INTERBIO apela ao MAMAOT para que não seja possível chegarem ao mercado produtos biológicos que não tenham respeitado todas as regras deste modo de produção em nome da concorrência leal e do respeito pelo consumidor.


A DIRECÇÃO da INTERBIO

29 de dezembro de 2009

INTERBIO solidária com os agricultores afectados pelo mau tempo

COMUNICADO

Produtores biológicos do Oeste com culturas totalmente destruídas


O temporal do passado dia 22 de Dezembro, que atingiu a zona Oeste do nosso país, destruiu por completo as culturas hortícolas de todos os produtores biológicos dessa região.
Os prejuízos são avultados não só pela perda das culturas e árvores de fruta, mas igualmente pela destruição das estruturas de estufas, viveiros e armazéns.
A INTERBIO solidariza-se com todos os profissionais afectados neste momento tão difícil, e especialmente com os profissionais do sector bio realçando a importância que a sua actividade tem quer em termos ambientais quer para os muitos consumidores dos seus produtos.

INTERBIO solicita apoio rápido para reinício de actividade produtiva

A INTERBIO vai solicitar ao Ministério da Agricultura e aos organismos oficiais envolvidos para que os agricultores biológicos sejam apoiados rapidamente de modo que a seja possível reiniciarem em tempo útil as suas actividades produtivas com sementeiras e plantações.

14 de dezembro de 2009

2º Congresso Europeu de Agricultura Biológica

No passado dia 1 de Dezembro de 2009, a IFOAM EU Group promoveu o 2º Congresso Europeu de Agricultura Biológica (Organic Congress) em Bruxelas, que contou com cerca de 200 participantes de 33 países. O tema do Congresso foi “Agricultura Biológica em tempos de Alterações Climáticas, Perda de Biodiversidade e Crise Alimentar” e pretendeu chamar a atenção da Cimeira de Copenhaga para a Agricultura Biológica como solução para os problemas da fome, perda de biodiversidade e mitigação das alterações climáticas.

Os participantes do Congresso consideram que os representantes dos governos em Copenhaga deveriam focar os seus esforços em acções positivas como a expansão da Agricultura Biológica no mundo em vez de no comércio de créditos de carbono, cuja eficácia é no mínimo contestável. Também apelaram para que houvesse justiça na distribuição dos créditos de carbono e que os direitos de emissão de CO2 per capita sejam idênticos para cada pessoa em qualquer parte do mundo.

Urs Niggli, director-executivo do FiBL (Instituto Suíço de Investigação em Agricultura Biológica) mencionou um estudo de longo-prazo realizado na Suíça que demonstrou que 80-90% das emissões de CO2 globais poderiam ser sequestradas no solo – cerca de 2,2 toneladas de CO2 por ano e por hectare - se toda a agricultura fosse convertida a biológica.

Um orador muito aplaudido foi Ernst Ulrich von Wiezsäcker, defensor de uma eco-revolução com base no conceito do “factor 5”. Ele defende que podemos facilmente reduzir em 5 vezes o nosso consumo energético e de recursos, durante os próximos 30-40 anos, simplesmente com base na opção por soluções já existentes para as nossas actividades habituais: desde optarmos por automóveis que consomem 6 vezes menos gasolina, até construirmos casas que consomem 10 vezes menos energia, passando pela opção de uma dieta vegetariana que reduz o consumo de água, energia e outros recursos dezenas de vezes, à prática da Agricultura Biológica que consome 50% menos energia e 90% menos recursos que a agricultura convencional para uma produção equivalente.

Outra intervenção inspiradora foi a de Hans Herren, presidente do Millennium Institute. Hans foi um dos responsáveis pelo relatório IAASTD, um estudo que avaliou o estado global da agricultura, ambiente e pobreza e o contributo dos diversos métodos agrícolas para a resolução dos problemas existentes nestes campos. Este relatório, escrito e revisto por cerca de 400 cientistas de todo o mundo, concluiu que a solução de futuro para os problemas de fome, pobreza e degradação ambiental passa pela aposta numa agricultura familiar, de pequena escala e biológica. O relatório concluiu igualmente que soluções altamente tecnológicas como a engenharia genética falham na resolução destes problemas. Este relatório foi alvo de críticas por parte das grandes multinacionais agrícolas pela sua falta de apoio às soluções oferecidas pelas mesmas. Hans Herren explicou que este estudo partira precisamente do reconhecimento de que a agricultura convencional, apesar dos aumentos de produtividade que nos trouxe, não só não conseguiu resolver o problema da fome, como contribuiu para o agravamento da pobreza, injustiça social e desgradação ambiental. Não era portanto razoável presumir que esse modelo pudesse agora resolver esses mesmos problemas, nem que perante um quadro futuro de alterações climáticas e de escassez de recursos, o caminho passe por um modelo agrícola altamente dependente de água, pesticidas, fertilizantes e energia.

Niels Halberg, director do Instituto ICROFS alertou para a falácia da “nova revolução verde” baseada no uso de pesticidas, fertilizantes sintéticos, sementes híbridas e transgénica, que as multinacionais agrícolas defendem para África e para o resto do mundo. Diversos estudos conduzidos ao longo de anos demonstraram já que a Agricultura Biológica em regiões tropicais e sub-tropicais registam muitas vezes produtividades superiores às da agricultura convencional – e que, se nem sempre isso se verifica para produtos vendidos no mercado global (os chamados commodities), isso verifica-se no entanto para os produtos que constituem a base da alimentação das populações locais, que são os que verdadeiramente interessam numa perspectiva de combate à fome e sub-nutrição. Um estudo da FAO do ano passado mostrou aumentos de produtividade média de 116% em 24 países africanos e de 128% só no leste de África, com a prática da Agricultura Biológica. Na Índia registou-se um ligeiro aumento dos ganhos financeiros dos agricultores mas melhor que isso foi a melhoria na segurança alimentar das populações. Verificou-se na Índia que os agricultores biológicos necessitam de investir menos dinheiro em inputs agrícolas para produzirem as suas culturas, não se endividando como na agricultura convencional e conseguindo por isso garantir o reinvestimento em anos posteriores e providenciando alimento com maior continuidade.

Durante o debate entre os oradores e os participantes, foi levantada a questão do porquê das instituições – especialmente as de financiamento público – praticamente não investirem na investigação em tecnologias ecológicas e agricultura biológica, apesar das evidências dos seus benefícios. Hans Herren respondeu que o abandono da investigação pública na agricultura tem origem no período pós-revolução verde: resolvemos o problema imediato da produtividade, criámos excedentes, os governos deixaram de ver necessidade no investimento de dinheiro dos contribuintes na investigação agrícola. Por outro lado as empresas viram aí a oportunidade de aumentarem o seu controlo, ao investirem elas nessa investigação. Claro que o interesse das empresas não passa por desenvolverem métodos agrícolas simples e com pouca necessidade de recursos (low-input), mas sim por métodos o mais possível dependentes dos inputs que elas próprias vendem – pesticidas, fertilizantes, sementes híbridas e transgénicas. Mas Hans acredita que depois da recente crise alimentar surgiu uma nova consciência em relação à necessidade de reinvestimento público na investigação agrícola.

Eva Ács, investigadora responsável por uma unidade de investigação em Agricultura Biológica numa universidade húngara, partilhou a sua perspectiva do porquê das universidades e institutos não se dedicarem mais à investigação em Agricultura Biológica. Segundo ela existem três razões principais:
- a falta de conhecimento: os agrónomos não recebem formação sistémica/ecológica e não estão por isso cientes da importância dessa abordagem e da falência do modelo agrícola vigente;
- a natureza humana: os investigadores que toda a sua vida trabalharam na investigação agrícola não conseguem aceitar que o sistema em que sempre basearam o seu trabalho possa estar errado e a necessitar de ser substituído por algo mais moderno;
- os interesses económicos: as universidades dependem cada vez mais de fundos privados e para recebê-los vêm-se muitas vezes forçadas a investi-lo na corrente dominante de pensamento (que defende a intensificação da agricultura, engenharia genética, etc).

Vários membros da Comissão Europeia estiveram presentes e apresentaram as suas opiniões sobre estes assuntos. A surpresa mais positiva veio da intervenção da Drª Maria Benitez Salas, directora da unidade para o desenvolvimento sustentável, qualidade e desenvolvimento rural da Direcção Geral de Agricultura da EU. Esta afirmou que a Agricultura Biológica começa finalmente a entrar na agenda de todas as autoridades mundiais como forma sustentável de enfrentarmos os desafios futuros de produção alimentar e protecção ambiental. Para ela é cada vez mais claro que não podemos continuar a pensar “se nos podemos dar ao luxo de praticar Agricultura Biológica, mas que pelo contrário não podemos é continuar a dar-nos ao luxo de não fazer Agricultura Biológica!”

Mais informações:
Site do 2º Congresso Biológico
Boas práticas climáticas na Agricultura Biológica
A IFOAM na Conferência da ONU em Copenhaga para as alterações climáticas

27 de novembro de 2009

Novo Ministro da Agricultura recebe a INTERBIO


A direcção da INTERBIO foi recebida no passado dia 26 de Novembro de 2009 pelo novo Ministro da Agricultura, Desenvolvimento Rural e Pescas.

A reunião, que decorreu no âmbito da 4ª edição da SEMANA PORTUGAL BIO, permitiu expôr ao novo titular da agricultura os principais problemas que afectam o nosso sector e as propostas da INTERBIO.

Da agenda constaram aspectos como a Estratégia Nacional para a Agricultura Biológica, a promoção dos produtos biológicos e as medidas agro-ambientais. Ficou clara uma disponibilidade do novo ministro em trabalhar em colaboração com a INTERBIO para o desenvolvimento da Agricultura Biológica em Portugal.


CONTACTOS

INTERBIO – ASSOCIAÇÃO INTERPROFISSIONAL PARA A AGRICULTURA BIOLÓGICA



Edifício INOVISA, Tapada da Ajuda, 1349-017 Lisboa, Portugal

Tel. 916576365 * E-mail: interbio.bio@gmail.com